Investigação aponta que falsa vítima e comparsa planejavam conseguir dinheiro para quitar dívidas relacionadas ao consumo de drogas e álcool
Um homem de 55 anos foi preso suspeito de forjar o próprio sequestro para extorquir familiares em Goiânia. Segundo a Polícia Civil de Goiás, ele contou com a ajuda de um comparsa para simular o desaparecimento e exigir dinheiro da família em troca da suposta libertação. A dupla foi presa na última segunda-feira (18).
De acordo com a investigação, os familiares procuraram a polícia após o desaparecimento do homem, registrado no último dia 14 de maio. Pouco tempo depois, um suspeito entrou em contato com parentes por aplicativo de mensagens afirmando saber onde a suposta vítima estava e exigindo aproximadamente R$ 4 mil para “liberá-lo”.
Segundo o delegado William Bretz, a Polícia Civil inicialmente tratou o caso como uma possível extorsão mediante sequestro, crime considerado grave pela legislação brasileira. As equipes iniciaram diligências para localizar o desaparecido e identificar quem fazia as cobranças à família.
Durante as investigações, os policiais conseguiram localizar o homem apontado como sequestrador. Ao ser abordado, ele indicou o endereço onde a suposta vítima estaria. No local, os agentes encontraram o desaparecido sem qualquer sinal de cárcere privado ou restrição de liberdade.
A partir dos depoimentos e do avanço da apuração, a Polícia Civil concluiu que havia uma combinação prévia entre os dois suspeitos. Conforme os investigadores, o objetivo era explorar a vulnerabilidade emocional da família para conseguir dinheiro e quitar dívidas ligadas ao consumo de álcool e drogas.
“A situação do cárcere não se confirmava”, afirmou o delegado responsável pelo caso. Segundo ele, os elementos reunidos apontaram fortes indícios de que o desaparecimento havia sido planejado previamente pelos envolvidos.
Os dois suspeitos acabaram presos pelo crime de extorsão majorada. Conforme a legislação penal brasileira, a pena pode chegar a 10 anos de prisão em caso de condenação.
Casos de falsos sequestros têm mobilizado cada vez mais as forças policiais brasileiras. Especialistas em segurança pública alertam que esse tipo de crime costuma explorar o desespero emocional de familiares, utilizando pressão psicológica e pedidos urgentes de transferência financeira para obter vantagem ilícita.


