O que deveria servir como passagem segura para moradores do Setor Raizama, em Porangatu, tem se transformado em motivo de preocupação, revolta e medo para quem precisa passar diariamente pela região. Uma ponte localizada sobre a Rua do Ribeirão vem sendo alvo de denúncias da população por conta das condições consideradas precárias da estrutura e pela falta de medidas básicas de segurança.
Segundo relatos de moradores, problemas no local vêm se acumulando e aumentando o risco de acidentes, principalmente para motociclistas. A comunidade afirma que quedas já aconteceram diversas vezes e que, em algumas situações, os próprios moradores precisaram agir rapidamente para socorrer vítimas.
“Teve situação que a gente mesmo teve que correr para ajudar, chamar o SAMU e tirar moto que caiu no córrego”, relata um morador da região.
A denúncia não se resume apenas à estrutura da ponte. Quem vive próximo ao local afirma que a ausência de sinalização adequada e de qualquer tipo de proteção lateral agrava ainda mais o problema. Sem alambrados ou barreiras de contenção, o trecho se torna ainda mais perigoso, principalmente durante a noite ou em dias de pouca visibilidade.
Outro fator apontado pelos moradores é a vegetação alta nas margens da via. O mato acumulado estaria comprometendo a visão dos condutores e dificultando a percepção dos limites da ponte, aumentando os riscos para quem trafega pelo local.
Para motociclistas, a situação inspira ainda mais atenção. Moradores relatam que o trecho exige cautela redobrada e afirmam que o sentimento predominante entre quem passa pela região é de insegurança.
“Quem conhece já passa devagar. Quem não conhece corre risco”, afirma outro morador.
O cenário preocupa especialmente famílias que vivem próximas ao trecho e acompanham a movimentação diária da via. O temor é de que a situação continue se agravando e que um acidente de maiores proporções aconteça antes que medidas efetivas sejam tomadas.
A população cobra melhorias urgentes, como limpeza da vegetação, reforço estrutural da ponte, instalação de sinalização de advertência e implantação de proteção lateral para aumentar a segurança de motoristas, motociclistas e pedestres.
Moradores também defendem que seja realizada uma vistoria técnica para avaliar as reais condições da estrutura e identificar possíveis riscos que possam comprometer ainda mais a segurança da população.
Enquanto respostas não chegam, quem mora no Setor Raizama segue convivendo com um problema que, segundo os relatos, deixou de ser apenas um transtorno urbano e passou a representar um risco constante.
Entre a rotina e o medo, moradores aguardam providências antes que a próxima ocorrência não termine apenas em prejuízo material, mas em uma tragédia anunciada.


