Cinco guardas civis municipais de Santa Helena de Goiás se tornaram réus pelos crimes de tortura, sequestro e ameaça contra duas pessoas, após a Justiça receber denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). A decisão também determinou o afastamento dos agentes de suas funções públicas e proibiu qualquer contato com as vítimas e seus familiares.
Segundo o MPGO, o caso ocorreu na madrugada de 11 de março, quando os guardas invadiram, sem autorização judicial, uma residência no Bairro Brasil para procurar drogas após uma denúncia recebida por WhatsApp. Conforme a denúncia, um homem e uma mulher foram submetidos a agressões físicas e psicológicas durante a ação.
O Ministério Público afirma que a mulher foi agredida com coronhadas e ameaçada para revelar onde estavam entorpecentes. Já o homem teria sido algemado, espancado, asfixiado até perder a consciência e reanimado para que as agressões continuassem. Ainda de acordo com a acusação, ele foi levado em uma viatura até uma área de mata, onde sofreu novas agressões e um disparo de arma de fogo foi efetuado próximo ao seu ouvido. A vítima conseguiu fugir.
O MPGO pediu a condenação dos cinco agentes, a perda dos cargos públicos, a proibição do exercício de funções públicas e o pagamento de indenização mínima de R$ 50 mil às vítimas.
A defesa dos guardas informou que o recebimento da denúncia representa apenas o início da ação penal e que irá contestar as acusações durante o processo. A Guarda Civil Municipal confirmou o afastamento dos servidores e informou que instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta dos envolvidos. Já a Associação das Guardas Civis do Estado de Goiás declarou confiança na atuação e na conduta funcional dos agentes.
Fonte: G1 Goiás


