A Câmara Municipal de Porangatu, teve um pronunciamento contundente nesta segunda-feira (13/07), durante o Pequeno Expediente da Sessão Ordinária. O vereador Lucas Freitas (PSD) reagiu ao anúncio feito pela prefeita nas redes sociais sobre o rompimento do contrato com o Instituto Alcance, organização social responsável pela gestão do Hospital Municipal, e usou uma metáfora certeira para descrever o momento: comparou a parceria a um casamento desgastado que chegou ao seu limite. Segundo o vereador, as cobranças insistentes feitas pelo Legislativo ao longo dos últimos meses não surgiram por acaso, mas foram fruto do desgaste acumulado na relação contratual e, sobretudo, dos recorrentes atrasos salariais enfrentados pelos profissionais de saúde, que muitas vezes bateram à porta dos vereadores em busca de socorro e mediação.
O rompimento, no entanto, está longe de encerrar o assunto nos bastidores políticos do município. A parceria com o Instituto Alcance movimenta valores milionários: mais de R$ 2 milhões todos os meses, somando um total que ultrapassa R$ 100 milhões ao longo de quatro anos de contrato. Diante de números dessa magnitude, Lucas Freitas foi enfático ao afirmar que o fim amigável do vínculo não isenta ninguém do dever de prestar contas à população. Com base em reuniões técnicas já realizadas com a secretária municipal de Saúde, Dra. Flávia Azevedo, e com representantes do próprio instituto, a Comissão de Fiscalização segue reunindo documentação detalhada e mantém em aberto a possibilidade de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para auditar, centavo por centavo, a aplicação desses recursos públicos.



