Atriz teve mais de sete décadas de carreira e marcou a dramaturgia com personagens em novelas como “Mulheres de Areia” e “A Viagem”.
Morreu aos 98 anos a atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. A informação foi divulgada na madrugada desta terça-feira (18) pelo perfil oficial da atriz nas redes sociais.
Segundo a filha, Fátima Cardoso, Laura morreu na noite de segunda-feira (17), após passar mal em casa, no bairro de Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo.
O velório da atriz acontece nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, no bairro da Bela Vista, na região central da capital paulista.
Trajetória
Laurinda de Jesus Balleroni, conhecida como Laura Cardoso, nasceu em 1927 e iniciou a carreira artística aos 15 anos. Sua estreia na televisão aconteceu em 1952, na TV Tupi, na novela “Tribunal do Coração”.
Ao longo da carreira, Laura participou de mais de 60 novelas e se tornou uma das atrizes com maior número de trabalhos na televisão brasileira.
Na TV Globo, estreou em 1981, na novela “Brilhante”. Entre seus personagens mais marcantes estão Dona Isaura, de “Mulheres de Areia”, e Dona Guiomar, de “A Viagem”, papéis que permanecem entre os mais lembrados de sua trajetória.
Seu último trabalho em uma novela foi “A Dona do Pedaço”, em 2019. Em 2025, participou do filme “Dona Rosinha”.

Reconhecimento
Com mais de sete décadas dedicadas à televisão, ao teatro e ao cinema, Laura Cardoso recebeu diversos prêmios e homenagens ao longo da carreira.
Entre eles estão cinco troféus da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), o prêmio Oscarito, do Festival de Gramado, por sua contribuição ao cinema brasileiro, e a Ordem do Mérito Cultural, concedida em 2006 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Vida pessoal
Laura Cardoso foi casada com o ator e diretor Fernando Balleroni de 1949 até a morte dele, em 1980. O casal teve três filhos: Fátima, Fernanda e José, que morreu três dias após o nascimento.
A atriz também deixou netos e bisnetos. A morte de Laura Cardoso encerra uma das carreiras mais longevas e reconhecidas da dramaturgia brasileira.



