Trabalhadores relatam que a Equatorial já havia sido avisada sobre o fio solto; chamas se aproximaram da residência e do cercado dos animais
Um incêndio atingiu uma propriedade rural no sentido do Estreito, no município de Porangatu, nesta quarta-feira, 23 de setembro. Cerca de 60 alqueires foram devastados pelo fogo, que avançou para perto da residência e do cercado dos animais.
Segundo funcionários da fazenda, um fio de alta tensão solto na propriedade teria provocado o incêndio. Os trabalhadores relatam que o problema já havia sido comunicado à Equatorial, mas afirmam que nenhuma providência havia sido tomada até o início das chamas.
A causa do incêndio ainda depende de confirmação técnica. Não foram apresentados à reportagem protocolos ou datas das comunicações mencionadas pelos funcionários. Até a elaboração deste texto, não havia posicionamento da Equatorial entre as informações disponíveis.
Ainda não há informações confirmadas sobre feridos, animais atingidos ou o controle das chamas. O valor dos prejuízos materiais também não foi informado.
Danos à fauna e à flora do Cerrado
Além de ameaçar as estruturas da fazenda, incêndios dessa intensidade podem causar impactos à biodiversidade do Cerrado. Animais silvestres ficam sujeitos a queimaduras, intoxicação pela fumaça e perda de abrigo e alimento. Espécies que se deslocam lentamente têm maior dificuldade para escapar.
A destruição da cobertura vegetal deixa o solo desprotegido e mais vulnerável à erosão. Durante as chuvas, sedimentos podem ser transportados para córregos e rios, contribuindo para o assoreamento e comprometendo a qualidade da água. A fumaça também prejudica a qualidade do ar e libera gases que contribuem para o aquecimento global.
Embora parte da vegetação do Cerrado apresente adaptações ao fogo, episódios muito intensos ou frequentes podem comprometer a regeneração das plantas e reduzir a biodiversidade. A recorrência das queimadas dificulta a recuperação das áreas atingidas e pode agravar a degradação ambiental.


