Uma quadrilha suspeita de comercializar medicamentos ilegalmente é alvo de uma operação da Polícia Civil de Goiás. O grupo é investigado pela venda de emagrecedores, anabolizantes e medicamentos oncológicos com sinais de falsificação, além de suspeitas de falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos.
Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, em endereços comerciais e residenciais de Goiás e São Paulo. Também foram expedidos cinco mandados de prisão temporária, além de uma prisão em flagrante.
Entre os alvos está Polion Gomes Reinaux Gomes, apontado pela investigação como líder do esquema. Ele não foi localizado e é considerado foragido. Segundo a Polícia Civil, o investigado também é citado em outras investigações relacionadas a crimes semelhantes.
Durante a operação, uma grande quantidade de antibióticos, medicamentos de controle especial e anti-inflamatórios foi encontrada em uma residência em Senador Canedo. No local, os policiais também apreenderam um bloco de receituário pertencente ao poder público.
Segundo a investigação, o material teria sido utilizado para tentar fraudar os registros de entrada e saída de medicamentos do estoque de uma farmácia, dando aparência de regularidade à movimentação dos produtos.
Em outro estabelecimento, em Goiânia, foram encontrados medicamentos destinados ao crescimento e uma grande quantidade de produtos para emagrecimento. Os itens serão analisados pelas equipes responsáveis. Celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos também foram apreendidos.
Durante o interrogatório, um dos detidos afirmou que os medicamentos encontrados em Senador Canedo eram mantidos no imóvel para comercialização, inclusive sem exigência de receita médica. Ele também teria informado que o bloco de receituário seria utilizado para supostamente fraudar os registros do estoque da farmácia.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo, esclarecer como os medicamentos eram adquiridos, armazenados e comercializados e reunir novas provas sobre os crimes investigados.


