Homem estava foragido desde 2024 e foi localizado em Feira de Santana durante operação conjunta do MPGO, MPBA e PM da Bahia.
Um homem apontado como liderança de uma organização criminosa envolvida na produção e no tráfico de anfetaminas, conhecidas popularmente como “rebites”, foi preso em Feira de Santana, na Bahia. Anderson Alves da Silva estava foragido da Justiça de Goiás desde dezembro de 2024 e foi localizado durante uma operação conjunta do Ministério Público de Goiás (MPGO), Ministério Público da Bahia (MPBA) e Polícia Militar da Bahia (PMBA).
A prisão ocorreu durante a Operação “3 Caras”, que cumpriu um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nas zonas urbana e rural do município baiano.
Segundo o MPGO, Anderson foi condenado pela Justiça de Goiás a 18 anos, 11 meses e 21 dias de prisão, em regime inicial fechado, além de 2.740 dias-multa. A sentença é referente aos crimes de organização criminosa armada, tráfico interestadual de drogas e posse de maquinários destinados à produção de entorpecentes. A condenação ainda é alvo de recursos.
Durante as buscas, os policiais encontraram um laboratório clandestino em funcionamento, utilizado para fabricar comprimidos de rebite. No local havia matéria-prima, insumos químicos, máquinas utilizadas na produção e embalagem da droga e grande quantidade de comprimidos já prontos.
Em outra propriedade, foram apreendidas duas armas de fogo, carregadores, munições e diversos comprimidos com características de ecstasy. Também foram localizados documentos relacionados a uma nova identidade falsa que teria sido usada pelo foragido.
Ainda conforme as investigações, Anderson utilizava pelo menos três identidades diferentes para tentar escapar das autoridades. Além do nome verdadeiro, ele teria usado documentos em nome de Wanderson Hanst Novais e Anderson Alves de Andrade.
O MPGO também informou que o investigado é suspeito de participar de invasões e adulterações no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), com o objetivo de retirar fraudulentamente mandados de prisão do sistema e dificultar sua identificação durante abordagens policiais.
A investigação aponta que ele seria responsável por um núcleo da organização ligado ao fornecimento de matérias-primas e à produção dos comprimidos distribuídos para diferentes regiões do país.
Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva, Anderson foi preso novamente em flagrante por causa das armas, drogas, maquinários e insumos encontrados nos imóveis. Todo o material foi encaminhado à Polícia Civil de Feira de Santana.
O homem estava foragido desde a deflagração da primeira fase da Operação Ephedra, em 10 de dezembro de 2024, que investigou uma rede interestadual de produção de anfetaminas.


