Ministério Público cumpre sete mandados de busca em Rio Verde e no Mato Grosso para investigar suspeita de direcionamento de contratações públicas.
O Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Legado para investigar uma organização criminosa suspeita de fraudar processos de contratação pública para obras e reformas em escolas estaduais. Segundo o órgão, os contratos investigados somam mais de R$ 850 mil.
A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado da Região Sul (Gaeco Sul), com apoio da Polícia Militar de Goiás (PMGO) e do Gaeco do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), regional de Barra do Garças.
Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Rio Verde, no sudoeste goiano, e em Barra do Garças, no Mato Grosso. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 5ª Vara das Garantias da Comarca de Aparecida de Goiânia.
Segundo o MPGO, as investigações apontam que o grupo atuava em fraudes em procedimentos de dispensa de licitação e no direcionamento de contratações para obras e reformas em unidades da rede pública estadual de ensino.
Liderança teria estruturado grupo independente
Conforme as apurações, a organização seria liderada por um contador e empresário que anteriormente teria integrado outro grupo criminoso envolvido em práticas semelhantes. Após deixar essa organização, ele teria utilizado o mesmo modelo de atuação para estruturar um núcleo independente e continuar as fraudes em contratações públicas.
Os contratos identificados até o momento ultrapassam R$ 850 mil.
O Ministério Público investiga possíveis crimes de promoção e integração de organização criminosa, contratação direta ilegal, fraude à licitação, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, além de outras possíveis infrações relacionadas ao caso.
A Operação Legado mobiliza promotores de Justiça, policiais militares e equipes dos grupos especializados do Ministério Público de Goiás e de Mato Grosso.
As investigações continuam para reunir provas e esclarecer a participação dos envolvidos no suposto esquema.


