Equipamentos serão usados em atividades educativas, com acesso bloqueado à internet e programação controlada dentro das unidades de segurança máxima
O Governo Federal anunciou a compra de 40 smart TVs que serão destinadas às penitenciárias federais de segurança máxima do país. O investimento, de R$ 85,4 mil, faz parte de um projeto da Secretaria Nacional de Políticas Penais que aposta no cinema como instrumento auxiliar no processo de ressocialização de pessoas privadas de liberdade.
Segundo o governo, a iniciativa marca a modernização de um sistema que ainda dependia de tecnologias antigas, como fitas VHS e DVDs. Com os novos aparelhos, a expectativa é ampliar a qualidade das atividades educativas desenvolvidas dentro das unidades prisionais, utilizando o audiovisual como apoio pedagógico.
Apesar do uso de equipamentos modernos, a segurança segue como ponto central do projeto. As smart TVs passarão por configurações rígidas, com bloqueio total de acesso à internet e restrições técnicas que impedem o uso de funções fora do que é permitido pelas normas do sistema penitenciário. As exibições ocorrerão de forma controlada e sob monitoramento permanente.
A programação também terá critérios definidos. A curadoria dos filmes ficará sob responsabilidade da Divisão de Reabilitação das Penitenciárias Federais, que deverá selecionar conteúdos alinhados a princípios éticos, pedagógicos e institucionais. A proposta é que o cinema vá além do entretenimento e contribua para reflexão, educação e preparação para o retorno à sociedade.
O projeto reacende o debate sobre políticas de reintegração no sistema prisional brasileiro e sobre como o Estado equilibra segurança, disciplina e iniciativas voltadas à ressocialização, especialmente em unidades de segurança máxima.


