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Corrida pelo Legislativo: Lideranças ensaiam voos maiores na região

Porangatu, movimenta bastidores políticos com pré-candidaturas que prometem acirrar disputa por vaga na Assembleia Legislativa de Goiás.

 O clima político no município começa a esquentar neste início de 2026. Enquanto o calendário eleitoral oficial ainda está longe, os bastidores já fervilham com conversas, articulações e estratégias que prometem definir os rumos da região nos próximos anos. A questão central que mobiliza lideranças e eleitores é simples, mas crucial: quem será a voz da nossa região na ALEGO?

 O que se vê hoje são movimentações que vão muito além de simples intenções. São articulações concretas, reuniões estratégicas e uma presença cada vez mais marcante nas redes sociais. O objetivo? Garantir que o norte goiano tenha um representante forte, capaz de trazer recursos e projetos que realmente transformem a realidade local.

 Dois nomes ganham destaque nesse tabuleiro que começa a se desenhar. De um lado, Eronildo Valadares, ex-prefeito de Porangatu, que traz no currículo a experiência de quem já comandou o executivo municipal e presidiu a Associação Comercial Industrial e Agropecuária de Porangatu (ACIAP). Sua estratégia tem sido clara: relembrar os avanços de sua gestão e usar as redes sociais para reconectar-se com antigos aliados e conquistar novos apoiadores.

 Do outro lado, Marcio Luis, advogado e empresário que disputou a prefeitura em 2020 e atualmente preside a FACIEG (Federação das Associações Comerciais, Industriais, Empresariais e Agropecuárias do Estado de Goiás). Também ex-presidente da ACIAP, ele aposta no discurso da renovação política e no fortalecimento da economia regional como caminhos para chegar à Assembleia Legislativa.

 É interessante notar que ambos compartilham uma origem comum: a liderança associativa. Essa trajetória não é mera coincidência. Historicamente, a ACIAP tem sido uma espécie de trampolim para grandes nomes da política regional, conferindo a quem passa por lá um trânsito privilegiado entre empresários, comerciantes e diferentes setores da sociedade organizada.

 Um terceiro nome entra em cena

Mas a disputa pode ganhar um tempero adicional. Nos bastidores, circula com força o nome de Eudes Araújo, prefeito reeleito de Novo Planalto. A pergunta que todos fazem, mas poucos respondem abertamente é: estaria o gestor da cidade vizinha disposto a abrir mão do mandato para entrar na corrida por uma cadeira estadual?

 O que se sabe é que as conversas com grupos políticos de diferentes matizes e lideranças comunitárias de Porangatu estão intensas. O movimento não é casual. A região aprendeu, nas eleições passadas, que a dispersão de votos pode custar caro. Ter múltiplos candidatos sem articulação pode significar, mais uma vez, ficar sem representação direta.

 O que está realmente em jogo

Além das ambições individuais — legítimas e naturais na política —, há uma questão maior em pauta: a própria representatividade do norte goiano. Por muito tempo, a região viu seus interesses ficarem em segundo plano nas disputas por recursos e atenção do governo estadual. Ter um deputado estadual nascido e enraizado na região não é apenas questão de orgulho local, mas de estratégia política concreta.

 É esse representante que pode fazer a diferença na hora de aprovar emendas para asfaltar estradas, construir escolas, ampliar hospitais ou atrair investimentos. É quem terá o ouvido atento às necessidades das pequenas cidades, muitas vezes esquecidas nas grandes discussões da capital.

 Por isso, o movimento atual de unificação de discursos e busca por consensos é tão importante. A mobilização precoce mostra maturidade política e um aprendizado valioso: sozinhos, cada grupo é mais fraco. Unidos, a região ganha força.

 E agora?

Enquanto o calendário oficial não chega, Porangatu e as cidades vizinhas assistem ao aquecimento natural do debate. As especulações aumentam, as agendas públicas se intensificam e a população começa a avaliar quem, de fato, tem capacidade de agregar forças e conquistar o voto necessário para chegar à Assembleia.

A pergunta que fica é: conseguiremos, desta vez, superar as divisões e eleger alguém que represente verdadeiramente os anseios da região? Ou repetiremos os erros do passado, fragmentando votos e enfraquecendo nossa voz?

 O tabuleiro está montado. As peças começam a se movimentar. Agora, cabe a cada eleitor acompanhar atentamente os próximos passos, cobrar propostas concretas e, principalmente, refletir sobre que tipo de representação queremos para o futuro do norte goiano.

 Porque, no fim das contas, quem decide o jogo não são apenas os candidatos — somos todos nós.

REDE SERRA AZUL

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