Militares foram arrastados por rajada de vento e caíram fora da área prevista de pouso; um deles teve suspeita de traumatismo craniano
Três paraquedistas do Exército Brasileiro ficaram feridos após um acidente durante um treinamento militar realizado na quarta-feira (6), nas proximidades do aeroporto de Anápolis. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, os militares foram surpreendidos por uma forte rajada de vento pouco antes do pouso, o que desviou os saltadores da área prevista de aterrissagem.
Dois dos militares caíram na região do bairro Calixtolândia. Um deles ficou preso em uma árvore a cerca de 20 metros de altura e precisou ser resgatado pelos bombeiros. Apesar do susto, ele não sofreu ferimentos graves. Outro paraquedista caiu sobre uma rede de energia elétrica, mas recusou atendimento médico após ser retirado do local.
O terceiro militar caiu no Residencial Arco-Íris e foi o que apresentou quadro mais delicado. Segundo equipes de resgate, ele reclamava de fortes dores na coluna e apresentava suspeita de traumatismo cranioencefálico. O paraquedista foi socorrido consciente por uma Unidade de Suporte Avançado do Samu e encaminhado ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana).
Testemunhas relataram que os ventos mudaram bruscamente no momento final do salto, dificultando o controle dos paraquedas. As ocorrências mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros, Samu e moradores das regiões onde ocorreram as quedas.
Até o momento, o Exército Brasileiro não divulgou nota oficial detalhando as circunstâncias do treinamento nem informou o estado atualizado de saúde dos militares envolvidos.
Anápolis é frequentemente utilizada para treinamentos militares devido à estrutura aérea estratégica da cidade, que abriga a Base Aérea de Anápolis, considerada uma das principais do país. Exercícios envolvendo saltos paraquedistas e operações aerotransportadas são comuns na região.
Acidentes em treinamentos de paraquedismo militar, embora raros, fazem parte dos riscos inerentes às operações aerotransportadas. Estudos sobre atividades paraquedistas apontam que mudanças repentinas nas condições climáticas, especialmente ventos fortes próximos ao solo, estão entre os fatores que mais aumentam o risco de acidentes durante pousos.


