Investigação começou após apreensão de 1,3 tonelada de cocaína escondida em carga no Aeroporto de Confins; bens e aeronave foram sequestrados pela Justiça
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Caminho das Pedras para investigar um grupo suspeito de atuar no tráfico internacional de drogas com envio de cocaína para a Europa. A ação teve alvos em Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul e é um desdobramento da apreensão de 1,3 tonelada de cocaína realizada no Aeroporto Internacional de Confins, em Minas Gerais, no fim de 2025.
Segundo a PF, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão na última quarta-feira (27). As ordens judiciais atingiram endereços em Governador Valadares, Nova Lima e Ibirité, em Minas Gerais, além de Goiânia e Cristalina, em Goiás, Vila Velha, no Espírito Santo, e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.
A Justiça também autorizou o bloqueio de contas bancárias de 33 pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de imóveis, veículos e uma aeronave ligados aos investigados. De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que o patrimônio acumulado pelo grupo tenha origem em recursos obtidos com o tráfico internacional de drogas.
As investigações começaram após a apreensão de 1,3 tonelada de cocaína no Terminal de Cargas do Aeroporto de Confins, em dezembro de 2025. Conforme a PF e a Receita Federal, a droga estava escondida em pés de mesas de mármore e seguiria inicialmente para Lisboa, em Portugal, antes de chegar ao destino final na Espanha.
A operação mira uma estrutura considerada organizada e interestadual. Segundo os investigadores, o grupo pode ter participado não apenas da tentativa de envio da carga apreendida em Minas Gerais, mas também de outras remessas de cocaína destinadas ao mercado europeu.
Os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão, dependendo da participação individual de cada suspeito.
A atuação de organizações criminosas ligadas ao tráfico internacional tem colocado Goiás em rotas estratégicas de logística por causa da posição geográfica do estado e da conexão rodoviária com diferentes regiões do país. Nos últimos anos, operações integradas entre forças estaduais e federais resultaram em grandes apreensões de drogas em território goiano.


