Pai teria asfixiado as crianças, que foram encontradas mortas dentro de um carro. Crime teria sido motivado por vingança contra a ex-companheira.
Duas meninas, de 3 e 5 anos, foram encontradas mortas dentro de um carro na manhã deste domingo (9), Dia dos Pais, no bairro Jardim Guanabara, na Zona Sul de São Paulo. O pai das crianças, de 24 anos, foi preso em flagrante suspeito de homicídio e violência doméstica.
Segundo a Polícia Militar, o homem se apresentou no 48º Distrito Policial, em Cidade Dutra, e afirmou que havia matado as filhas. Os policiais foram até o endereço indicado por ele e encontraram os corpos das crianças dentro de um veículo. De acordo com o boletim de ocorrência, as meninas foram mortas por asfixia. A motivação apontada no registro seria ciúmes da ex-companheira.
A mãe das crianças relatou à polícia que vinha sendo perseguida e ameaçada pelo ex-companheiro desde a separação, em março. Segundo ela, os dois ficaram juntos por cerca de oito anos e tiveram as duas filhas. O relacionamento terminou após episódios de agressão e traição, mas as agressões anteriores não haviam sido registradas.
No sábado (8), o pai buscou as meninas para passar o fim de semana com elas. Ainda segundo o relato da mãe, após ela publicar uma foto com amigas, recebeu uma mensagem do ex-companheiro dizendo que aquela seria a última vez que ela veria as filhas.
Horas depois, uma familiar teria questionado o homem sobre a demora para retornar com as crianças. Conforme o depoimento, ele afirmou que ninguém mais veria as meninas e que iria matá-las e se matar em seguida. A mãe passou a noite na casa da ex-sogra, acompanhada de familiares, enquanto buscas eram realizadas pelo homem e pelas crianças.
Na manhã de domingo (9), o suspeito se apresentou à polícia e indicou o local onde estavam as filhas. Ele foi preso em flagrante e encaminhado para os procedimentos legais.
O caso foi registrado no 101º Distrito Policial, no Jardim das Imbuias, e segue sob investigação. A defesa do suspeito não havia sido localizada até a última atualização da ocorrência.
Nesta segunda-feira (10), a Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão em flagrante de Breno de Souza Castro, a defesa dele não foi localizada pela reportagem.


