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Operação contra fraude no pagamento do IPVA cumpre mandados em três cidades de Goiás

O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Gaeco Entorno do DF e do CyberGaeco, apoiou a Operação Contramão, deflagrada nesta quinta-feira (3) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A ação investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes no pagamento do IPVA por meio de sites falsos.

Em Goiás, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão nas cidades de Aparecida de Goiânia, Valparaíso de Goiás e Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. As diligências tiveram apoio da Polícia Militar de Goiás.

Ao todo, a operação cumpriu 14 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em Goiás, Minas Gerais, Maranhão e São Paulo. Segundo a investigação, 10 pessoas foram presas. O esquema teria feito pelo menos 2.435 vítimas, causando um prejuízo estimado em R$ 1,7 milhão.

De acordo com o MPMG, os investigados criavam páginas na internet que imitavam o portal oficial do Governo de Minas Gerais. Os sites utilizavam nomes de domínio com termos como “gov”, “detran” e “minasgerais” para induzir os contribuintes ao erro.

Ao realizar o pagamento do IPVA por Pix, o contribuinte recebia um QR Code que direcionava o dinheiro para contas controladas pelo grupo. Os valores eram transferidos para empresas de fachada e, posteriormente, distribuídos entre contas pessoais em Goiás, Maranhão, São Paulo e no Entorno do Distrito Federal.

A investigação aponta que o esquema funcionava desde 2024 e era retomado a cada período de vencimento do imposto. As empresas utilizadas na fraude eram abertas pouco antes dos vencimentos das parcelas e algumas permaneciam ativas por menos de cinco meses.

Os investigados são suspeitos dos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica e organização criminosa. Durante as buscas, foram apreendidos celulares, notebooks, pendrives, cartões bancários, 11 papelotes de cocaína e um simulacro de arma de fogo.

Andressa Oliveira

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