Reajuste de 1,16% aumenta em R$ 0,10 a tarifa para carros em cada um dos sete pórticos das rodovias BR-060 e BR-452.
Motoristas que trafegam pelas rodovias administradas pela Rota Verde Goiás passam a pagar mais caro pelo pedágio a partir da zero hora desta quinta-feira (29). O reajuste foi aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e eleva em R$ 0,10 a tarifa para carros de passeio em cada um dos sete pórticos da concessão.
A atualização corresponde a uma variação de 1,16% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), entre o início da cobrança de pedágio, em maio de 2026, e outubro deste ano. Como os valores são arredondados para múltiplos de R$ 0,10, o aumento percentual varia conforme o ponto de cobrança.
A decisão foi formalizada pela Superintendência de Infraestrutura Rodoviária da ANTT por meio da Decisão nº 1.479, de 28 de setembro de 2026. O documento foi publicado no Diário Oficial da União na quarta-feira (28), um dia antes da entrada em vigor das novas tarifas.
Novos valores do pedágio
Confira quanto os motoristas de carros de passeio, caminhonetes e furgões de dois eixos passarão a pagar em cada ponto de cobrança:
- P1, entre Abadia de Goiás e Goiânia: de R$ 3,90 para R$ 4,00.
- P2, entre Indiara e Cezarina: de R$ 9,90 para R$ 10,00.
- P3, entre Acreúna e Jandaia: de R$ 8,10 para R$ 8,20.
- P4, entre Acreúna e Santo Antônio da Barra: de R$ 12,00 para R$ 12,10.
- P5, entre Rio Verde e Santa Helena de Goiás: de R$ 7,90 para R$ 8,00.
- P6, entre Goiatuba e Bom Jesus de Goiás: de R$ 8,30 para R$ 8,40.
- P7, entre Bom Jesus de Goiás e Itumbiara: de R$ 9,40 para R$ 9,50.
Quem percorrer todo o trecho entre Goiânia e Itumbiara, passando pelos sete pórticos, pagará R$ 60,20 por sentido. Antes do reajuste, o custo total era de R$ 59,50.
Para veículos pesados, a cobrança varia de acordo com a categoria e o número de eixos. Um caminhão de seis eixos, por exemplo, pagará R$ 24,00 no pórtico P1 e R$ 72,60 no P4. Para veículos de nove eixos, o valor pode chegar a R$ 96,80 no P4.
Motocicletas, ambulâncias, veículos oficiais e veículos do Corpo Diplomático estão entre os isentos da cobrança, conforme as regras da concessão.
Como funciona o pedágio eletrônico
A cobrança da Rota Verde Goiás é realizada pelo sistema free flow, que dispensa praças físicas e cancelas. Pórticos equipados com câmeras e sensores identificam os veículos por meio da placa ou de uma etiqueta eletrônica, conhecida como tag.
Quem utiliza tag tem a tarifa debitada automaticamente e pode ter acesso a descontos, conforme as condições do serviço contratado.
Os motoristas que não possuem tag devem consultar as passagens registradas e realizar o pagamento pelos canais oficiais da concessionária, dentro do prazo estabelecido para a cobrança.
A concessionária alerta que não envia links de pagamento por WhatsApp, SMS ou e-mail. Por isso, a orientação é utilizar diretamente os canais oficiais para consultar débitos e quitar as tarifas.
Onde ficam os pórticos
A Rota Verde Goiás administra aproximadamente 426 quilômetros de rodovias federais que integram o corredor entre Goiânia, Rio Verde e Itumbiara, importante ligação para o transporte de cargas e o escoamento da produção agropecuária.
Na BR-060, os pórticos P1 a P4 atendem os trechos entre Goiânia e Rio Verde, passando por municípios como Abadia de Goiás, Indiara, Cezarina, Jandaia, Acreúna e Santo Antônio da Barra.
Já na BR-452, os pontos P5 a P7 ficam no trecho entre Rio Verde e Itumbiara, passando por Santa Helena de Goiás, Goiatuba e Bom Jesus de Goiás.
O contrato de concessão tem prazo de 30 anos e prevê R$ 6,8 bilhões em investimentos e custos operacionais, incluindo obras de duplicação, implantação de faixas adicionais, vias marginais, passarelas, passagens de fauna e estrutura de parada e descanso para caminhoneiros.
com informações Estrada


