Homem foi espancado e teve vídeos das agressões enviados à família para cobrar uma dívida de drogas feita por um amigo; dois adolescentes foram apreendidos.
Um motorista de aplicativo de 38 anos foi resgatado pela Polícia Civil nesta quarta-feira (4), após passar três dias em cárcere privado em uma casa no Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal. Durante o período, ele ficou amarrado e foi espancado pelos criminosos.
Segundo a investigação, o homem foi feito refém por causa de uma dívida de drogas contraída por um amigo em seu nome, sem que ele soubesse ou autorizasse a negociação.
Após uma desavença familiar, o motorista teria procurado abrigo na casa desse amigo, que é usuário de drogas. Durante a negociação de uma grande quantidade de entorpecentes, o homem teria informado aos traficantes que o pagamento seria responsabilidade do motorista.
Como a dívida não foi paga, os criminosos foram atrás da vítima, renderam o homem e o levaram para o cativeiro. Durante os três dias, os suspeitos gravaram vídeos das agressões e enviaram as imagens aos familiares para pressioná-los a pagar o valor.
A família procurou a Polícia Civil na terça-feira (3) e repassou informações que ajudaram os investigadores a localizar o imóvel e resgatar a vítima.
Adolescentes são investigados
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Leandro Ritt, três adolescentes também teriam participado do crime. Um jovem de 15 anos, filho do casal apontado como envolvido no sequestro, seria responsável por gravar os vídeos das agressões.
Outros dois adolescentes, de 17 e 13 anos, teriam ficado em uma casa em frente ao cativeiro para vigiar a movimentação. A menina de 13 anos também seria filha do casal, segundo a polícia.
Os adolescentes de 17 e 13 anos foram apreendidos e encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente, no Distrito Federal. Os adultos envolvidos e o adolescente de 15 anos foram identificados, mas ainda não haviam sido detidos até a divulgação das informações.
A Polícia Civil também investiga a participação do amigo que teria feito a negociação das drogas. Os investigadores não descartam que a vítima pudesse ser executada mesmo após o pagamento da dívida.


