Governo prevê investimento de R$ 813 mil para modernizar controle de consumo e ampliar economia com mercado livre de energia
O Governo de Goiás abriu processo licitatório para contratar um software capaz de automatizar a gestão de mais de 3 mil contas de energia elétrica de órgãos públicos estaduais. O objetivo é modernizar o controle de consumo, reduzir falhas operacionais e preparar o Estado para ampliar a participação no mercado livre de energia.
O aviso de pregão eletrônico foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (8). Segundo a Secretaria-Geral de Governo (SGG), o investimento estimado para contratação da plataforma, com vigência de 24 meses, é de R$ 813.982,08.
De acordo com o subsecretário de Energia, Telecomunicações e Cidades Inteligentes da SGG, Renato Rodrigues de Lyra, atualmente o controle das faturas é realizado de forma manual, exigindo conferência individual de consumo, contratos e cobranças. O processo se torna ainda mais complexo em unidades atendidas em média e alta tensão, onde há contratos específicos de demanda energética.
Segundo o governo estadual, o novo sistema deverá automatizar tarefas como leitura de faturas, validação de consumo, monitoramento de gastos, emissão de alertas e geração de relatórios gerenciais. A expectativa é reduzir o tempo gasto por servidores na análise das contas e aumentar a eficiência da administração pública.
A iniciativa também está ligada à estratégia do Estado de migrar parte de suas unidades consumidoras para o chamado Ambiente de Contratação Livre (ACL), conhecido como mercado livre de energia. Nesse modelo, grandes consumidores podem negociar diretamente com fornecedores, buscando preços mais competitivos. Segundo a SGG, a mudança pode gerar economia de até 26% nas contas das unidades de maior consumo.
Outro projeto em andamento envolve o aluguel de usinas fotovoltaicas para abastecimento parcial de prédios públicos estaduais. A expectativa do governo é combinar geração solar com gestão automatizada para ampliar a redução de custos energéticos.
O edital prevê que a contratação ocorrerá pelo critério de menor preço, conforme as regras da Lei Federal nº 14.133/2021, nova legislação de licitações e contratos administrativos, e do Decreto Estadual nº 10.247/2023.
Especialistas em gestão pública avaliam que a digitalização do controle energético tende a ganhar espaço em administrações estaduais e municipais, especialmente diante do aumento da complexidade do setor elétrico e da expansão de modalidades como geração distribuída e mercado livre de energia.
Além da economia financeira, o governo argumenta que o sistema permitirá maior transparência e rastreabilidade no acompanhamento dos gastos públicos com eletricidade, uma das despesas permanentes mais relevantes da máquina estatal.


