Vítima foi atraída para uma fazenda por suspeito que se passou por cliente; três homens foram presos e dois continuam foragidos.
Um engenheiro agrônomo foi mantido refém por cerca de quatro horas após cair em uma emboscada na zona rural de Itumbiara, no sul de Goiás. Segundo a Polícia Civil, ele foi atraído até o local por um dos suspeitos, que teria se passado por cliente e contratado uma análise de solo em propriedades da região.
O crime aconteceu na terça-feira (22). Conforme a investigação, o profissional foi rendido e ameaçado pelos criminosos, que o obrigaram a realizar transferências bancárias e contratar empréstimos pelo celular. Ao todo, ele teria transferido cerca de R$ 120 mil para contas indicadas pelos suspeitos.
Segundo a polícia, a vítima só foi libertada depois de prometer que faria novos pagamentos no dia seguinte. Mesmo após deixar o local, o engenheiro continuou recebendo ameaças por telefone e foi obrigado a realizar outras transferências por medo de que os criminosos atacassem sua família.
Ainda conforme as informações repassadas à reportagem, os suspeitos afirmavam conhecer a rotina dos familiares da vítima e até a escola frequentada pelas filhas dele. Diante das ameaças, o engenheiro decidiu procurar a polícia.
Três suspeitos foram presos na madrugada de sexta-feira (25) e apresentados na Central de Flagrantes de Trindade. Segundo o delegado Irineu Pesarini Júnior, eles foram autuados em flagrante por associação criminosa e roubo com restrição de liberdade.
A investigação aponta que cinco pessoas fariam parte do grupo. Quatro teriam participado diretamente da abordagem e uma mulher seria responsável pelo apoio logístico e financeiro. Dos cinco identificados, três foram presos e dois continuam foragidos.
A Polícia Civil informou que o caso será investigado pelo Grupo Especializado de Patrimônio (Gepatri) de Itumbiara.
Ligação com outro roubo
A investigação também apura uma possível ligação entre o caso e um roubo registrado em maio deste ano contra um produtor rural da mesma região. De acordo com a Polícia Militar e a Polícia Civil, o mesmo veículo teria sido utilizado nas duas ocorrências.
O delegado Irineu Pesarini afirmou que os casos apresentam características semelhantes e que a investigação deverá reunir elementos para verificar se os crimes foram praticados pelo mesmo grupo.
“Seria mais um roubo com a restrição de liberdade. E aí também a extorsão depois. Que agora a gente vai pegar os casos e linkar os envolvidos, né, e trabalhar com as provas que vão aparecendo agora no decorrer da investigação”, explicou.
Defesas
As defesas de dois dos presos disseram à TV Anhanguera que não existem provas que vinculem os clientes aos crimes ocorridos em Itumbiara.
As defesas dos outros suspeitos não foram localizadas pela reportagem. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil.
com informações G1 Goiás


