Marceneiro de 43 anos estava desaparecido desde julho, quando bateu o carro contra um poste em Aparecida de Goiânia.
A ossada encontrada em uma área de mata, a cerca de dois quilômetros do local onde Jefferson Mota, de 43 anos, sofreu um acidente e desapareceu, foi identificada como sendo do marceneiro. A confirmação foi feita pela Polícia Científica de Goiás por meio da comparação da arcada dentária com registros odontológicos fornecidos pela família.
Jefferson desapareceu no dia 24 de julho, após bater o carro contra um poste em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia. Na época, testemunhas relataram que ele saiu do veículo e seguiu a pé em direção a uma área de mata.
Imagens feitas por testemunhas mostraram Jefferson de pé, conversando e aparentando estar desorientado. Ele usava uma calça jeans e uma camisa vermelha, peças semelhantes às encontradas junto à ossada.
Segundo o perito criminal Deny Bruce Sousa Sobrinho, o corpo chegou ao Instituto Médico Legal (IML) na quinta-feira (17), onde passou por exames de tomografia. O resultado foi comparado com o arquivo odontológico entregue pela família e confirmou a identidade.
“O corpo chegou no instituto pela manhã, passou por tomografia e fizemos a comparação do resultado desses exames com todo o arquivo odontológico que a família forneceu para nós e foi possível definir que se trata da arcada dentária do Jefferson”, explicou o perito.
A ossada foi localizada na quarta-feira (16) pela Equipe de Buscas e Salvamento com Cães, do Corpo de Bombeiros. Além das roupas, também foi encontrado um aparelho ortodôntico semelhante ao utilizado por Jefferson.
Causa da morte ainda será investigada
Apesar da identificação, a causa da morte ainda não foi determinada. De acordo com a Polícia Científica, novos exames serão realizados pelo IML e não há previsão para a liberação dos restos mortais.
O perito explicou que o local onde a ossada foi encontrada era de difícil acesso e tinha pouca iluminação. Por isso, ainda não é possível afirmar se Jefferson sofreu algum tipo de lesão.
“Os exames no local não demonstraram isso, o corpo estava em uma posição caída que não indicava nenhum tipo de violência, mas é muito preliminar para afirmarmos”, afirmou Deny Bruce.
A investigação também deve continuar para esclarecer as circunstâncias da morte. Segundo o delegado Sérgio Henrique, responsável pelo caso, todas as linhas de investigação serão analisadas e o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) deverá acompanhar o trabalho.
A hipótese considerada inicialmente pelo investigador é de que Jefferson tenha ficado desorientado após o acidente e seguido para a mata.
Buscas mobilizaram família e equipes de resgate
Desde o desaparecimento, familiares de Jefferson realizaram mutirões e procuraram informações em hospitais e outros locais que pudessem indicar o paradeiro dele.
As buscas oficiais chegaram a ser suspensas, mas foram retomadas após testemunhas relatarem que o marceneiro havia deixado o veículo e caminhado em direção à mata. Em 25 de agosto, equipes voltaram à região com o auxílio de cães farejadores.
Com a localização dos restos mortais, a família agora aguarda a conclusão dos exames que deverão apontar a causa da morte e permitir a liberação do corpo.


